"El hermano no vota al hermano": la inexistencia del voto confesional y la subrepresentación política de los evangélicos en América Latina

Ciencias Sociales y Religión / Ciências Sociais e Religião

Endereço:
Rua Cora Coralina, 100 - Cidade Universitária
Campinas / SP
13083-896
Site: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/csr/index
Telefone: (19) 3521-0121
ISSN: 1982-2650
Editor Chefe: Ronaldo de Almeida
Início Publicação: 01/12/1999
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Ciência política, Área de Estudo: História, Área de Estudo: Sociologia

"El hermano no vota al hermano": la inexistencia del voto confesional y la subrepresentación política de los evangélicos en América Latina

Ano: 2020 | Volume: 22 | Número: Não se aplica
Autores: José Luis Pérez Guadalupe
Autor Correspondente: José Luis Pérez Guadalupe | [email protected]

Palavras-chave: Evangélicos, América Latina, Participação política, Voto confessional

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A ascensão do movimento carismático e neopentecostal dentro das igrejas históricas e evangélicas norte-americanas e a da nova direita religiosa na América Latina mudou a visão que os evangélicos tinham a respeito do mundo e sua relação com ele: eles passaram de uma posição clara de "fuga do mundo" (a clássica fuga mundi) a uma inusitada "conquista do mundo" e a uma participação política militante. Nesse novo contexto, podemos afirmar, como geralmente se acredita, que "o irmão vota pelo irmão"? Isto é, os evangélicos votam em candidatos evangélicos apenas porque compartilham sua mesma fé? Neste artigo, propomos que não existe um "voto confessional" evangélico na América Latina, nem mesmo no Brasil, onde encontramos, acima de tudo, um "voto denominacional"; pelo qual, na melhor das hipóteses, "o pentecostal vota pelo pentecostal", "o universal vota pelo universal", "o assembleista vota pelo assembleista" e "o batista vota pelo batista". Ao mesmo tempo, concluímos que (todavia) existe uma "sub-representação política" dos evangélicos. Isso significa que nos processos eleitorais da região não há correlação direta entre a porcentagem da população evangélica e a porcentagem de votos para candidatos evangélicos; assim como também não é fácil verificar suas adesões políticas.



Resumo Inglês:

The rise of the charismatic and neo-pentecostal movement within American mainline and evangelical churches, and the increasing influence of the new religious right in Latin America, changed the view that evangelicals had about the world and their relationship with it: they went from a clear position of “flight from the world” (the classic fuga mundi) to an unusual position of “conquest of the world” and a militant political participation. In this new context, can we state, as is commonly believed, that “a brother votes for a brother’? Do evangelicals vote for evangelical candidates just because they share the same faith? In this article, we propose that there is no evangelical “confessional vote” in Latin America, not even in Brazil, where we find a “denominational vote” by means of which, at best, “a Pentecostal brother votes for a Pentecostal brother”, “an universalist brother votes for an universalist brother”, “an assembly’s brother votes for an assembly’s brother” and “a baptist brother votes for a baptist brother”. At the same time, we conclude that evangelical political underrepresentation of evangelicals remains. Therefore, there is no direct correlation between the percentage of the evangelical population and the percentage of votes in favor of evangelical candidates in regional electoral processes, and political endorsements are not easy to confirm.



Resumo Espanhol:

El ascenso del movimiento carismático y neo-pentecostal dentro de las iglesias históricas y evangélicas norteamericanas, y el de la nueva derecha religiosa en América Latina cambió la visión que los evangélicos tenían respecto al mundo y su relación con él: se pasó de una clara posición de ‘huida del mundo’ (la clásica fuga mundi) a una inusitada ‘conquista del mundo’, y a una militante participación política. En este nuevo contexto, ¿podemos afirmar, como comúnmente se cree, que ‘el hermano vota por el hermano’?; es decir ¿que los evangélicos votan por candidatos evangélicos sólo porque comparten su misma fe? En el presente artículo planteamos que no existe un ‘voto confesional’ evangélico en América Latina, ni siquiera en Brasil, en donde encontramos, sobre todo, un ‘voto denominacional’; por el cual, en el mejor de los casos, ‘el pentecostal vota por el pentecostal’, ‘el universal vota por el universal’, ‘el asambleísta vota por el asambleísta’ y ‘el bautista por el bautista’. Al mismo tiempo concluimos que existe (todavía) una ‘subrepresentación política’ de los evangélicos. Esto significa que en los procesos electorales de la región no se presenta una correlación directa entre el porcentaje de población evangélica y el porcentaje de votos a candidatos evangélicos; tampoco es fácil comprobar sus endosos políticos.