A docência, mais do que uma profissão, é um ato de entrega, escuta e mediação. Contudo, as transformações sociais e tecnológicas vêm impondo um ritmo acelerado e uma carga emocional crescente ao trabalho dos professores. A pandemia de Covid-19 intensificou o cenário de sobrecarga e fragilidade emocional, evidenciando a urgência de se discutir o bem-estar docente e a educação emocional como práticas de cuidado. Este artigo analisa as relações entre educação emocional, saúde mental e o fenômeno da aceleração escolar contemporânea. A partir de autores como Goleman (2006), Coelho (2012), Veiga Branco (2005), Freire (1996), Damásio (1995) e Prazeres (2022), além dos recentes relatórios TALIS (2024) e Síntese de Evidências sobre Saúde Mental no Contexto Escolar (2024), busca-se compreender como o autoconhecimento, a psicoeducação e umacultura de desaceleração podem contribuir para o equilíbrio emocional e a humanização da prática docente. Conclui-se que promover a saúde mental dos professores implica ressignificar tempos, espaços e vínculos na escola, cultivando uma educação mais sensível e acolhedora.