A educação emocional constitui uma dimensão fundamental para a formação integral dos estudantes, especialmente em sociedades contemporâneas marcadas por rápidas transformações, intensificação das relações virtuais e aumento de desafios relacionados à saúde mental. O presente artigo tem como objetivo analisar a relevância da educação emocional no contexto escolar brasileiro, resgatando aspectos históricos, fundamentos teóricos, políticas públicas, desafios de implementação e perspectivas para a sua efetivação. A partir de uma revisão teórica, são discutidas as contribuições de autores clássicos e contemporâneos, como Wallon, Vygotsky, Piaget, Paulo Freire e Daniel Goleman, bem como as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O estudo evidencia que, apesar dos avanços no reconhecimento da importância das competências socioemocionais, ainda há obstáculos significativos para sua consolidação na prática pedagógica, como a insuficiência da formação docente, a resistência cultural e a sobrecarga curricular. Por outro lado, destaca-se que experiências inovadoras, o uso de metodologias ativas e a integração entre escola, família e comunidade podem favorecer a promoção da educação emocional. Conclui-se que investir nessa dimensão é essencial não apenas para o desenvolvimento acadêmico, mas também para a construção de uma sociedade mais humana, empática e democrática.