Este artigo discute a educação antirracista como um princípio ético, político e pedagógico indispensável à escola brasileira, considerando a necessidade de superar práticas pontuais e folclorizadas em favor de ações permanentes, intencionais e integradas ao currículo escolar. O objetivo é refletir sobre como a escola pode contribuir para a valorização das identidades negras, indígenas e de outros grupos historicamente silenciados, promovendo o sentimento de pertencimento, o respeito à diversidade e a justiça social desde a infância. A pesquisa é de natureza qualitativa e bibliográfica, fundamentada em autores que discutem currículo, diversidade, infância, relações étnico-raciais e práticas pedagógicas. O estudo aborda o papel da legislação, da formação docente, da literatura, das brincadeiras, das imagens, das narrativas e da escuta das crianças na construção de experiências escolares mais democráticas e inclusivas. Destaca-se a importância de incorporar diferentes referências culturais às práticas educativas, reconhecendo as contribuições históricas e sociais dos diversos grupos que compõem a sociedade brasileira. Conclui-se que a educação antirracista não deve ser tratada como um projeto paralelo ou restrito a datas comemorativas, mas como uma postura permanente de reflexão e transformação do cotidiano escolar, capaz de modificar relações, ampliar repertórios culturais e fortalecer a formação humana, crítica e cidadã dos estudantes.