O presente artigo compartilha resultados de uma pesquisa que analisou os efeitos discursivos do contexto de avanço conservador sobre as políticas educacionais brasileiras entre 2010 e 2022. Mais especificamente, explanamos a análise dos discursos das entrevistas que foram feitas com atores que se identificam como progressistas e conservadores, e são profissionais atuantes em instituições políticas e educacionais. Tal análise observa as forças que compõem o conservadorismo se materializando nas políticas educacionais, emoldurando discursos orais e escritos conforme ideais de formação humana. Conclui-se que a educação é campo de disputa ideológica, e que uma formação qualificada não se reduz a resultados de proficiências em avaliações externas. Somente uma educação construída com ampla participação democrática pode equilibrar os critérios de quem mede sua qualidade e direciona suas metas.