Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo Método Direto ou Indireto?

Revista Mineira de Contabilidade

Endereço:
Rua Cláudio Manoel - 639 - Savassi
Belo Horizonte / MG
30140-105
Site: http://revista.crcmg.org.br
Telefone: (31) 3269-8413
ISSN: 2446-9114
Editor Chefe: Profª. Dra. Nálbia de Araújo Santos
Início Publicação: 16/10/2000
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Ciências Contábeis

Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo Método Direto ou Indireto?

Ano: 2017 | Volume: 18 | Número: 1
Autores: Maria Elisabeth M. C. Andrade, Denise Mendes da Silva
Autor Correspondente: Maria Elisabeth M. C. Andrade | [email protected]

Palavras-chave: demonstração dos fluxos de caixa, método direto, método indireto

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O objetivo deste estudo foi analisar, com base na literatura, o poder informativo dos métodos direto e indireto na apresentação da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC). Para alcançar tal objetivo foi realizada uma revisão da literatura contábil internacional sobre o tema, sem a pretensão de esgotar o assunto ou determinar o método ideal. A principal contribuição deste estudo é fomentar o debate em âmbito nacional quanto ao mérito da elaboração e apresentação da DFC pelo método direto. A partir da análise realizada, verificou-se que há evidências de que o método direto é o mais útil para a apresentação da Demonstração dos Fluxos de Caixa, com base na literatura internacional. Esse resultado vem ao encontro dos estudos realizados por Sabau (2012) e Hales e Orpurt (2013). Diante das evidências encontradas, entende-se que a flexibilização do método de apresentação da DFC deva ser amplamente debatida, pois pode ser recomendável que os órgãos normatizadores alterem a norma, de modo a prevalecer, apenas, a apresentação pelo método direto, o que pode aumentar a qualidade das informações contábeis divulgadas. Percebeu-se que, apesar de o FASB e o IASB incentivarem a utilização do método direto, não é frequente a apresentação da DFC por este método, com exceção de empresas da Austrália. Os preparadores reconhecem a utilidade do método direto, mas na prática, em sua maioria, adotam o método indireto, apesar das evidências de que os custos adicionais para elaborar a DFC pelo método direto não superam os benefícios.



Resumo Inglês:

The aim of this study is to analyze, based on the literature, the informative power of direct and indirect methods in the presentation of the Cash Flows Statement. In order to achieve this goal we carried out a review of the international accounting literature on the subject, not intending to exhaust the subject or determine the optimal method. The main contribution of this study is to foster debate in a national level on the substance of the preparation and presentation of the Cash Flows Statement by the direct method. From the analysis carried out it was verified that the direct method is the most useful for the presentation of the Cash Flows Statement, based on the international literature. This result is in line with the studies conducted by Sabau (2012) and Hales and Orpurt (2013). On the evidence found, it is understood that the flexibility of the Cash Flows Statement presentation method should be widely debated, because it may be recommended that the standard setting bodies change the standard, in order to prevail, only the presentation by the direct method, which can increase the quality of financial information disclosed. It was noted that despite the FASB and IASB encourage the use of the direct method, the presentation of the Cash Flows Statement is not frequent by this method, with the exception of companies in Australia. Preparers recognize the direct method usefulness, but in practice, mostly adopt the indirect method, despite evidence that the additional costs to develop the Cash Flows Statement by the direct method do not outweigh the benefits.