De simulação desumanizadora a figurações críticas: reparar violências jornalísticas à Menina sem Nome

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ISSN: 1807-8583
Editor Chefe: Thais Helena Furtado
Início Publicação: 01/01/1997
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Comunicação

De simulação desumanizadora a figurações críticas: reparar violências jornalísticas à Menina sem Nome

Ano: 2026 | Volume: 0 | Número: 58
Autores: Karina Gomes Barbosa, Adriana Santana
Autor Correspondente: Adriana Santana | [email protected]

Palavras-chave: cobertura jornalística, gênero e infância, anarquivamento, fabulação crítica

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Investigamos a cobertura sobre a Menina sem Nome, para anarquivá-la, atualizá-la e narrá-la jornalisticamente. Analisamos, sob a perspectiva de gênero, raça e infância, reportagens da Rede Globo em 2023. Buscamos tensionar as formas de desarquivamento do tema pelo jornalismo e os modos pelos quais esses corpos são figurados. Propomos ainda um exercício de anarquivamento que busque alguma reparação a esse sujeito, historicamente destinado à tríplice significação associada a meninas e mulheres negras no modelo escravista brasileiro. Concluímos que esta menina, que teve direitos negados em vida, continua vulnerável e desprotegida pelo jornalismo brasileiro, que simula e exibe as violências que sofreu.