CRISTIANISMO E NEOPLATONISMO EM AGOSTINHO: A PROPÓSITO DE UMA SENTENÇA DO CONTRA ACADEMICOS (III,19,42): “UNA VERISSIMAE PHILOSOPHIAE DISCIPLINA”

Basilíade

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ISSN: 2596-092X
Editor Chefe: Irineu Letenski
Início Publicação: 27/01/2019
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

CRISTIANISMO E NEOPLATONISMO EM AGOSTINHO: A PROPÓSITO DE UMA SENTENÇA DO CONTRA ACADEMICOS (III,19,42): “UNA VERISSIMAE PHILOSOPHIAE DISCIPLINA”

Ano: 2021 | Volume: 3 | Número: 5
Autores: Bento Silva Santos
Autor Correspondente: B. S. Santos | [email protected]

Palavras-chave: Filosofia, Platão, neoplatonismo, cristianismo, verdade

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo examina a questão das relações entre o cristianismo e a philosophia em uma passagem do Contra Academicos. Ora, areferência a Platão e ao “platonismo” ao longo de seus primeiros escritos exige algumas reflexões de esclarecimento quanto ao influxo recíproco de “platonismo” e cristianismo na conversão de Agostinho (386). O Augustinus Philosophus, que compõe uma série de escritos entre 386 e 391, é sensivelmente diverso daquele que é narrado nas Confissõese daquele que será bispo de Hipona em 395? Tratar-se-ia do Agostinhomais um “filósofo platônico” e muito menos “penitente”, que teria sido influenciado em grande parte mais pela filosofia neoplatônica do que pela fé cristã? Como entender, portanto, o pensamento de Agostinho nas primeiras obras, notadamente marcado pela leitura dos Libri platonicorum(Livros dos platônicos), quando confrontado com as obras da maturidade, nas quais atingiu plena consciência das verdades do cristianismo e onde teria superado o “platonismo” das origens? Esta é a celebre questão controversa sobre a “evolução” e/ou a “continuidade” do pensamento de Agostinho que pretendo tratar a partir de uma proposição emblemática do Livro III (19,42) de sua primeira obra filosófica.



Resumo Inglês:

This article examines the question concerning the relations between Christianity and philosophiain a passage of Contra Academicos. The reference to Plato and “Platonism” throughout Augustine’s first writings requests some reflections on the reciprocal influence of Platonism and Christianity in his conversion (386). Is the Augustinus Philosophus, which composes a series of writings between 386 and 391, so different from that described in the Confessionsand from that who will become bishop of Hippo in 395? Is he more a “Platonic philosopher” and much less a “penitent”, who would be more influenced, to a great extent, by the Neoplatonic philosophy than by Christian faith? Thus, how is to be understood the Augustinian thought in his first works, where he is particularly marked by the reading of the so-called Libri platonicorum(Books of the Platonists), in comparison with the works of maturity, where he is fully conscious of the Christian truths and would have overcome the “Platonism” of his beginnings? This is the famous controversial question regarding the “evolution” and/or the continuity ofAugustine’s thought, which I intend to explore from an emblematic proposition of Book III (19,42) of his first philosophical work.