CREATIO NUMERORUM, RERUM EST CREATIO: LA REPRISE DE L’HENOLOGIE PLOTINIENNE DANS LA PENSÉE AUGUSTINIENNE DE LA CREATION

Basilíade

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ISSN: 2596-092X
Editor Chefe: Irineu Letenski
Início Publicação: 27/01/2019
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

CREATIO NUMERORUM, RERUM EST CREATIO: LA REPRISE DE L’HENOLOGIE PLOTINIENNE DANS LA PENSÉE AUGUSTINIENNE DE LA CREATION

Ano: 2021 | Volume: 3 | Número: 5
Autores: Pedro Calixto Ferreira Filho
Autor Correspondente: P. C. F. Filho | [email protected]

Palavras-chave: Agostinho, número, signo, simbolismo, criação

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Se o mundo é entendido na tradição latina medieval como a autoexpressão do principium, então é essencial nos darmos os meios para apreender plenamente o simbolismo no qual o Criador se manifesta. O ser, aqui entendido como expressão da Palavra divina, tem, por conseguinte, a mesma estrutura relacional do signo. A metáfora que consiste em pensar o mundo na sua totalidade como um livro, expressão do Verbum Dei, cuja própria essência é ser um signo, isto é, apontar para o absolutamente Outro, que somos incapazes de pensar em sua qüididade, entra nesta perspectiva. Não basta dizer que a criação é um livro, ou a manifestação do Criador, é necessário também oferecer uma chave para sua leitura. Certo da função significante do mundo e da impossibilidade de conhecimento positivo do Criador, todo o desafio do pensamento filosófico latino é então adentrar na estrutura interna deste simbolismo capaz de fornecer uma compreensão do mundo como um sinal que aponta para o princípio. Compreender a arquitetura do simbolismo do mundo, desvelar a própria estrutura do manifesto para colocar de dentro a necessidade de seu enraizamento no Princípio, foi uma preocupação constante de Agostinho. Em sua longa busca por uma leitura simbólica da realidade, ele mostrou um interesse persistente e crescente pela matemática.



Resumo Inglês:

The world is understood in the Medieval Latin tradition as the self-expression of the Divine unity, then it is essential to give ourselves the means to grasp the symbolism in which the Creator manifests himself. Being, understood here as an expression of the divine Word, has the same relational structure as the sign. The metaphor which consists in thinking the world as a book, expression of Verbum Dei, whose essence is to be a sign, point towards the Whole Other, that we are in the powerlessness to think in its quiddity. It is not enough to say that creation is a book, or the manifestation of the Creator, it is also necessary to offer a key to its reading. Sure of the signifying function of the world and of the impossibility of positive knowledge of the Creator, the whole stake for Latin philosophical thought is then to pierce the internal structure of this symbolism capable of delivering an understanding of the world as a sign that points to the Principle. Understanding the architecture of the symbolism of the world, unveiling the very structure of the manifestation in order to pose from the inside the need for its rooting in the Principle, was a constant concern of Augustine. In his long quest for a symbolic reading of reality, he showed a persistent and growing interest in mathematics