Este artigo propõe uma análise da Crise Financeira de 2007/2008 como um evento histórico estruturante do tempo presente, cuja magnitude e efeitos duradouros desafiam abordagens tradicionais da história econômica. Partindo da História do Tempo Presente (HTP) como campo metodológico, investiga-se como essa crise, iniciada nos EUA e propagada globalmente, evidenciou os limites do regime de financeirização neoliberal e impulsionou transformações nas formas de regulação, governança e organização social. A pesquisa está dividida em duas seções: a primeira aborda os fundamentos epistemológicos da HTP e sua articulação com a história econômica; a segunda analisa a crise em si, suas causas e repercussões nos EUA e no Brasil. Ao unir estrutura e evento, memória e política, a abordagem busca compreender criticamente os rearranjos institucionais e o novo regime de historicidade do capitalismo contemporâneo, demonstrando as contribuições da HTP para a análise histórica de acontecimentos ainda em disputa semântica e política.
This article proposes an analysis of the 2007/2008 Financial Crisis as a structuring historical event of the present time, whose magnitude and lasting effects challenge traditional approaches in economic history. Drawing on Contemporary History as a methodological field, the study explores how the crisis, which began in the U.S. and spread globally, exposed the limits of the neoliberal financialized regime and triggered transformations in regulation, governance, and social organization. The research is divided into two sections: the first addresses the epistemological foundations of HTP and its dialogue with economic history; the second analyzes the crisis itself, its causes, and its impacts in the U.S. and Brazil. By linking structure and event, memory and politics, the approach seeks to critically understand institutional shifts and the new regime of historicity in contemporary capitalism, demonstrating how HTP contributes to analyzing events still under semantic and political dispute.
Este artículo propone un análisis de la Crisis Financiera de 2007/2008 como un evento histórico estructurante del tiempo presente, cuya magnitud y efectos duraderos desafían los enfoques tradicionales de la historia económica. A partir de la Historia del Tiempo Presente (HTP) como campo metodológico, se investiga cómo la crisis, iniciada en EE. UU. y extendida globalmente, expuso los límites del régimen neoliberal financiarizado y provocó transformaciones en la regulación, la gobernanza y la organización social. La investigación se divide en dos secciones: la primera aborda los fundamentos epistemológicos de la HTP y su diálogo con la historia económica; la segunda analiza la propia crisis, sus causas y sus repercusiones en EE. UU. y Brasil. Al articular estructura y acontecimiento, memoria y política, esta perspectiva busca comprender críticamente los cambios institucionales y el nuevo régimen de historicidad del capitalismo contemporáneo, demostrando cómo la HTP contribuye al análisis de eventos aún en disputa semántica y política.