Este artigo traz reflexões sobre uma proposta de escuta clínica de grupos de trabalho, a partir de experiências realizadas em plena vivência da pandemia de covid-19, com fundamento teórico-metodológico na Cartografia concebida por Deleuze e Guattari. Essas experiências, todas ocorridas na modalidade on-line, tiveram como objetivo proporcionar, coletivamente, o acolhimento e a expressão dos sentimentos vivenciados em razão da necessidade de distância física imposta pela pandemia, de modo a contribuir para lidar com as questões do ambiente laboral. Constatamos a potência e a riqueza da abordagem cartográfica, em razão de sua proposição de abertura ao devir, da ideia de produção conjunta de conhecimento entre a/o profissional ou equipe que propõe a intervenção e o coletivo objeto desta, e da dimensão ético-estético-política que orienta esse fazer clínico.
This article reflects upon a proposal for the clinical listening of work groups, based on interventions carried out during the Covid-19 pandemic, with theoretical and methodological basis in Cartography as conceived by Deleuze and Guattari. These interventions, which took place online, aimed to collectively provide the psychological caring and the expression of feelings experienced due to the physical distancing imposed by the pandemic in order to contribute to coping with the issues of the working environment. We realised the potency and relevance of the cartographic approach due to its proposition of openness to becoming, its idea of joint knowledge production between the professional or team that proposes the intervention and the group of participants, and its ethical-aesthetic-political dimension that guides this clinical practice.
Este artículo trae reflexiones sobre una propuesta de escucha clínica realizada por grupos de trabajo, a partir de experiencias vividas durante la pandemia COVID-19, con base teórica y metodológica en la Cartografía diseñada por Deleuze y Guattari. Todas esas experiencias sucedieron en la modalidad on-line y tuvieron como objetivo generar colectivamente el acogimiento y la expresión de los sentimientos vividos por la necesidad de distancia física que impone la pandemia, con la finalidad de contribuir a tratar de las problemáticas en el ámbito laboral. Comprobamos la potencia y riqueza del enfoque cartográfico, por su propuesta de apertura al devenir, de la idea de producción conjunta de conocimiento entre el profesional o equipo que propone la intervención y el objeto colectivo de esta, y la dimensión ético-estética-política que orienta esta práctica clínica.