Brás Cubas e a solidariedade do aborrecimento humano

Viso: Cadernos de estética aplicada

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ISSN: 1981-4062
Editor Chefe: Vladimir Vieira
Início Publicação: 31/12/2006
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Filosofia

Brás Cubas e a solidariedade do aborrecimento humano

Ano: 2009 | Volume: 3 | Número: 6
Autores: Victor Cei Santos
Autor Correspondente: Victor Cei Santos | [email protected]

Palavras-chave: Machado de Assis, literatura, galhofa, melancolia, pathos

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Seguindo a máxima do personagem-narrador de que “a obra em si mesma é tudo”, o artigo visa ler o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas a partir dos recursos oferecidos pelo próprio texto. Nesse sentido, pensamos uma questão intrínseca à narrativa, a saber: o que é a solidariedade do aborrecimento humano e qual a sua relação com galhofa e melancolia, disposições que perpassam e impulsionam toda a obra. A questão é pensada a partir de uma análise do capítulo XLII, “Que escapou a Aristóteles”, em comparação com outros trechos da obra.



Resumo Inglês:

Following the maxim of the character-narrator that “the work itself is everything”, this paper aims at reading the book The Posthumous Memoirs of Bras Cubas from the resources offered by text on its own. Thus, an intrinsic question about the narrative is thought: what is “solidarity of human annoyance” and what is its relation to mockery and melancholy, the two passions that permeate and drive the entire book. This question is analyzed on the basis of a reading of chapter XLII, “What escaped Aristotle”, in comparison with other passages of the book.