AVALIAÇÕES EXTERNAS, LIBERDADE DE CÁTEDRA E AÇÃO DOCENTE NO ENSINO FUNDAMENTAL I: ENTRE O USO PEDAGÓGICO DOS DADOS E A REGULAÇÃO DO CURRÍCULO

Revista Territórios

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ISSN: 2596-3309
Editor Chefe: Profª Dra. Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/08/2024
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Educação

AVALIAÇÕES EXTERNAS, LIBERDADE DE CÁTEDRA E AÇÃO DOCENTE NO ENSINO FUNDAMENTAL I: ENTRE O USO PEDAGÓGICO DOS DADOS E A REGULAÇÃO DO CURRÍCULO

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 9
Autores: DANIELLA DE CASTRO MARINO RUBIO
Autor Correspondente: DANIELLA DE CASTRO MARINO RUBIO | [email protected]

Palavras-chave: Avaliação Externa; Liberdade de Ensinar; Autonomia Pedagógica; Ensino Fundamental I; Trabalho Docente.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Neste artigo, discutimos as relações entre as avaliações externas, a liberdade de cátedra e a ação docente nos primeiros anos do ensino fundamental, com base em pesquisas bibliográficas e documentos oficiais. O objetivo é investigar e compreender como os dados das avaliações em larga escala podem ser utilizados para apoiar o trabalho do professor e, ao mesmo tempo, limitar sua autonomia pedagógica quando transformados em metas, rankings, mecanismos de responsabilização ou referências curriculares prescritivas. A discussão destaca duas possibilidades: por um lado, os resultados das avaliações externas podem fornecer subsídios para o acompanhamento das trajetórias de aprendizagem, orientar o planejamento, influenciar estratégias didáticas e apoiar a avaliação institucional e a autoavaliação; por outro, quando interpretados de maneira reducionista, podem intensificar a performatividade, pressionar os professores a ensinar para os testes, estabelecer hierarquias curriculares e transferir para o ensino responsabilidades que cabem às políticas educacionais. Assim, no contexto da educação básica, argumentamos que a liberdade de cátedra, compreendida como liberdade de ensinar e autonomia pedagógica, não é incompatível com o uso de dados avaliativos. Cabe aos professores analisar criticamente essas informações e decidir quando, por que e como utilizá-las no planejamento pedagógico, considerando as necessidades dos estudantes e as particularidades do contexto escolar.