AUTO-ORGANIZAÇÃO E AUTONOMIA: PRINCÍPIOS BÁSICOS NA CARACTERIZAÇÃO DE SAÚDE MENTAL

Revista Ciência Plural

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ISSN: 2446-7286
Editor Chefe: Iris do Céu Clara Costa
Início Publicação: 31/12/2014
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Saúde coletiva

AUTO-ORGANIZAÇÃO E AUTONOMIA: PRINCÍPIOS BÁSICOS NA CARACTERIZAÇÃO DE SAÚDE MENTAL

Ano: 2017 | Volume: 3 | Número: 2
Autores: Daniel Luporini de Faria
Autor Correspondente: Daniel Luporini de Faria | [email protected]

Palavras-chave: Processo saúde-doença; autonomia pessoal; saúde mental.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução:Se na tradição ocidental vigora a abordagem mecanicista, de inspiração cartesiana, onde a doença é isolada analiticamente e tratada, na tradição oriental a relação saúde-doença é, há milênios, concebida como uma desarmonia biopsicossocial de um indivíduo inserido num meio e dotado de rica subjetividade. Em documento de 2001, a Organização Mundial de Saúde faz menção a uma abordagem médica sistêmica, integrada, tal qual os chineses praticam há muito tempo. Pensandonessa mudança de paradigma, entendemos haver, em nossa cultura, certa carência de ferramentas epistemológicas capazes de lidar com essa complexidade. Objetivo:Contraporas perspectivas orientais (chinesa, em particular) notrato com a saúde (a mental, emespecífico), com a tradição ocidental de práticas médicas. Método: Estudo de abordagem qualitativa mediante revisão bibliográfica e análise interpretativa, estabelecendo-se comparação entre os dois tipos de prática médicas. Resultados: Nesse sentido, foram explorados os princípios da teoria da auto-organização, sugerindo que tal abordagem epistemológica poderia ser de extrema valia no que concerne à elaboração de um novo olhar sobre as relações médico/paciente e saúde/doença.



Resumo Inglês:

Introduction: If in the Western tradition the Cartesian-inspired mechanistic approach, where disease is analytically isolated and treated, in the Eastern tradition the health-disease relationship has been conceived for millennia as a biopsychosocial disharmony of an individual inserted in a medium and gifted of rich subjectivity. In a 2001 document, the World Health Organization mentions a systemic, integrated medical approach, as the Chinese have long practiced. Thinking of this paradigm shift, we understand that there is in our culture a certain lack of epistemological tools capable of dealing with this complexity. Objective:Tooppose the Eastern (Chinese, in particular) perspectives of treatment with health (the mental, in particular), with the Western tradition of medical practices. Methodology: Study of qualitative approach through bibliographic review and interpretative analysis, establishing a comparison between the two types of medical practice. Results: In this sense, the principles of the theory of self-organization were explored, suggesting that such an epistemological approach could be of extreme value in the elaboration of a new look on the doctor / patient and health / illness relationships.