O consumo da água de coco verde no Brasil vem aumentando a cada ano, principalmente pelas pessoas que procuram ter uma vida mais saudável. Com o aumento no consumo e consequentemente na produção desse fruto, e cada vez maior o problema de descarte inadequado dessa biomassa, podendo chegar até 70% do lixo gerado no litoral dos grandes centros urbanos, trazendo problemas ambientais e até de saúde pública para a sociedade, já que essa biomassa serve de vetor para a proliferação de mosquitos que podem causar doenças ao homem como a dengue, por exemplo. Diante desse problema, o trabalho em questão tem como objetivo fazer uma avaliação através de artigos, trabalhos acadêmicos e sites especializados como EMBRAPA e IBGE, de possíveis formas de aproveitamento dessa biomassa, principalmente para a produção alternativa de energia. Com a pesquisa pode-se observar que a melhor maneira de aproveitar todo o potencial energético dessa biomassa é na forma de briquetes, tanto do pó das cascas do coco quanto das fibras, com um poder calorifico superior em torno de 18,8MJ/kg. Além de todo o potencial energético, esse resíduo também pode ser aproveitado de inúmeras formas como em confecção de vasos, placas para o cultivo de vegetais, substratos agrícolas, etanol de segunda geração, mantas biológicas, etc. A conclusão obtida é de que a biomassa do coco verde tem potencial para produção de energia alternativa, e seu aproveitamento pode surgir como uma oportunidade de resolver alguns problemas ambientais, como o acúmulo desse resíduo nos aterros sanitários e a proliferação de doenças que podem afetar a saúde das populações. Com incentivo por parte dos governantes para a instalação de usinas e projetos bem coordenados para o desenvolvimento de cooperativas, problemas como o desemprego, principalmente de pessoas de classe sociais menos favorecidas, podem ser amenizados. Por esses motivos o aproveitamento dessa biomassa é muito importante não só como uma fonte de energia, mas também para contribuir para uma sociedade mais sustentável.