A aplicabilidade do princípio da insignificância aos delitos ambientais: uma análise do HC 143.208/SC

Revista da Defensoria Pública da União

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ISSN: 24484555
Editor Chefe: Erico Lima de Oliveira
Início Publicação: 18/10/2018
Periodicidade: Semestral

A aplicabilidade do princípio da insignificância aos delitos ambientais: uma análise do HC 143.208/SC

Ano: 2025 | Volume: 24 | Número: 24
Autores: H. Werworn
Autor Correspondente: H. Werworn | [email protected]

Palavras-chave: Direito ambiental. Direito penal. Direitos Humanos. Princípio da insignificância. Meio ambiente.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo propõe uma análise da aplicabilidade do princípio da

insignificância aos delitos ambientais, com foco na decisão do Habeas

Corpus 143.208/SC pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O princípio

da insignificância, também conhecido como princípio da bagatela,

estabelece que, cumulativamente, condutas de mínima ofensividade por

parte do agente, nenhuma periculosidade social da ação, reduzidíssimo

grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão

jurídica não devem ser consideradas criminosas, mesmo que formalmente

típicas. No entanto, sua aplicação a crimes ambientais tem sido objeto

de controvérsia, dada a importância da proteção ambiental e os impactos

sociais e econômicos de tais condutas. Assim, busca-se elucidar o modo

como o Estado exerce a tutela ambiental, especialmente a tutela penal. Em

seguida, procura-se descrever o princípio da insignificância e sua elaboração

por Claus Roxin. E, por fim, demonstra-se a aplicação de tal princípio

aos crimes ambientais. Esta pesquisa examina o caso específico do Habeas

Corpus 143.208/SC, analisando os argumentos apresentados pelas partes,

o posicionamento do STJ e suas implicações para a jurisprudência.



Resumo Inglês:

This article proposes an analysis of the applicability of the principle

of insignificance to environmental crimes, focusing on the decision of

Habeas Corpus 143.208/SC by the Superior Court of Justice (STJ). The

principle of insignificance, also known as the trifle principle, establishes

that, cumulatively, conduct of minimal offensiveness on the part of the

agent, no social danger of the action, a very low degree of reprehensibility

of the behavior and insignificance of the legal injury should not be

considered criminal, even if formally typical. However, its application

to environmental crimes has been the subject of controversy, given the

importance of environmental protection and the social and economic

impacts of such conduct. Thus, we sought to elucidate the way in which

the State exercises environmental protection, especially criminal protection.

Afterwards, we sought to describe the principle of insignificance and its

elaboration by Claus Roxin. And, finally, the application of this principle

to environmental crimes was demonstrated. This research will examine

the specific case of Habeas Corpus 143.208/SC, analyzing the arguments

presented by the parties, the position of the STJ and its implications for

jurisprudence.