O consumo de chás é um marcador alimentar utilizado para detecção da introdução precoce e inadequada de outros alimentos e líquidos antes dos seis meses de vida do lactente. Objetivou-se descrever a situação do aleitamento materno exclusivo (AME), do consumo de chás, do dia anterior e de forma usual, e da introdução precoce de alimentos em lactentes menores de seis meses de idade usuários de um ambulatório de Nutrição em Macaé, Rio de Janeiro. Realizou-se um estudo descritivo com 93 mães de lactentes, entre maio e setembro de 2024. Na coleta de dados, utilizou-se um formulário eletrônico adaptado dos marcadores de consumo alimentar da Vigilância Alimentar e Nutricional, e um formulário específico sobre chás. Utilizou-se o programa estatístico SPSS 20.0® para análise de dados. Dos 93 lactentes, 63,4% receberam leite de peito no dia anterior, AME (14,0%), mingau (5,4%), água (40,9%), fórmula infantil (79,6%), comida de sal (6,5%). O consumo de chás no dia anterior à entrevista correspondeu a 2,2%; o consumo usual foi de 27,5% (p < 0,001). A prevalência de lactentes que já tinham recebido chá foi 4,8 vezes superior quando a pergunta sobre o consumo usual era feita, em comparação com aquela referente ao consumo no dia anterior (Razão de Prevalência = 4,8; p < 0,001). Conclui-se que a frequência do AME foi baixa, o consumo usual de chás foi comum entre os lactentes, indicando a introdução precoce de líquidos não nutritivos.
The objective was to describe the situation of exclusive breastfeeding (EBF), tea consumption on the previous day and on a regular basis, and early introduction of foods in infants under six months of age who were users of a referral nutrition clinic in the municipality of Macaé, Rio de Janeiro. A descriptive and quantitative study was conducted with 93 mothers of infants between May and September 2024. Data collection used an electronic form adapted from the food consumption markers of the Food and Nutrition Surveillance system and a specific form on teas. The statistical program SPSS 20.0® was used for data analysis. Of the 93 infants, 63.4% received breast milk the previous day, EBF (14.0%), porridge (5.4%), water (40.9%), infant formula (79.6%), and salted food (6.5%). Tea consumption on the day before the interview was 2.2%; usual consumption was 27.5% (p < 0.001). The prevalence of infants who had already received tea was 4.8 times higher when the question about usual consumption was asked, compared to that referring to consumption on the previous day (Prevalence Ratio = 4.8; p < 0.001). It can be concluded that the frequency of EBF was low, and usual tea consumption was common among infants, indicating the early introduction of non-nutritive liquids.
El objetivo fue describir la situación de la lactancia materna exclusiva (LME), el consumo de infusiones, tanto el día anterior como habitual, y la introducción precoz de alimentos en lactantes menores de seis meses de edad usuarios de un ambulatorio de nutrición de referencia en el municipio de Macaé, Río de Janeiro. Se realizó un estudio descriptivo y cuantitativo con 93 madres de lactantes, entre mayo y septiembre de 2024. Para la recopilación de datos, se utilizó un formulario electrónico adaptado de los marcadores de consumo alimentario de la Vigilancia Alimentaria y Nutricional, y un formulario específico sobre tés. Se utilizó el programa estadístico SPSS 20.0® para el análisis de los datos. De los 93 lactantes, el 63,4 % recibió leche materna el día anterior, LME (14,0 %), papilla (5,4 %), agua (40,9 %), fórmula infantil (79,6 %) y comida salada (6,5 %). El consumo de tés el día anterior a la entrevista fue del 2,2 %; el consumo habitual fue del 27,5 % (p < 0,001). La prevalencia de lactantes que ya habían recibido té fue 4,8 veces mayor cuando se les preguntó sobre el consumo habitual, en comparación con la pregunta sobre el consumo del día anterior (razón de prevalencia = 4,8; p < 0,001). Se concluye que la frecuencia del LME fue baja, el consumo habitual de infusiones fue común entre los lactantes, lo que indica la introducción precoz de líquidos no nutritivos.