Nos últimos anos, a busca por serviços de saúde mental para o público infantojuvenil aumentou, assim como os diagnósticos de transtornos do neurodesenvolvimento, ansiedade e depressão. Considerando-se a importância das queixas subjetivas iniciais (QSI) relatadas pelos responsáveis para diagnóstico e tratamento, buscou-se explorar o perfil dessas queixas em pacientes de um ambulatório de psiquiatria infantojuvenil no Rio de Janeiro. O objetivo foi caracterizar as principais QSI que levaram ao atendimento psiquiátrico, identificar se há um perfil mais frequente e avaliar a relação entre a frequência das queixas e os diagnósticos dos pacientes. Foram analisados dados de prontuários e avaliações neuropsicológicas de 122 crianças e adolescentes, de 6 a 15 anos. Dificuldades de aprendizagem foram as QSI mais frequentes (42,6%), seguidas por questões comportamentais como hiperatividade/impulsividade (41%) e comportamentos desafiadores/opositivos (39,3%). Comportamentos restritos/repetitivos e inflexibilidade diferenciaram sujeitos com transtorno do espectro autista daqueles com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade ou Transtorno do desenvolvimento intelectual. Tais resultados podem ser indicativos de que os pais percebem mais facilmente sintomas externalizantes, fortalecendo a necessidade de intervenções comportamentais e psicoeducação sobre sintomas internalizantes.
In recent years, the demand for mental health services for children and teens has increased, as have the diagnosis of neurodevelopmental disorders, anxiety, and depression. Considering the importance of the initial subjective complaints (ISC) reported by guardians for diagnosis and treatment, we sought to explore the profile of these complaints in patients at a child and adolescent psychiatric outpatient clinic in Rio de Janeiro. The objective was to characterize the main ISC that led to psychiatric care, identify whether there is a most frequent profile, and evaluate the relationship between the frequency of complaints and patient diagnoses. Data from medical records and neuropsychological assessments of 122 children and adolescents, aged 6 to 15 years, were analyzed. Learning difficulties were the most frequent ISC (42.6%), followed by behavioral issues such as hyperactivity/impulsivity (41%) and defiant/oppositional behaviors (39.3%). Restricted/repetitive behaviors and inflexibility differentiated subjects with Autism Spectrum Disorder from those with Attention Deficit/Hyperactivity Disorder or Intellectual Development Disorder. These results may indicate that parents more easily perceive externalizing symptoms, strengthening the need for behavioral interventions, as well as psychoeducation about internalizing symptoms.
En los últimos años, ha aumentado la demanda de servicios de salud mental para niños y adolescentes, así como los diagnósticos de trastornos del neurodesarrollo, ansiedad y depresión. Considerando la importancia de las quejas subjetivas iniciales (QSI) reportadas por los responsables, se exploró el perfil de estas quejas en pacientes de un ambulatorio de psiquiatría infantil y adolescente en Río de Janeiro. El objetivo fue caracterizar las principales QSI que motivaron la atención psiquiátrica, identificar si existe un perfil más frecuente y evaluar la relación entre la frecuencia de las quejas y los diagnósticos. Se analizaron datos de historias clínicas y evaluaciones neuropsicológicas de 122 niños y adolescentes, de 6 a 15 años. Las dificultades de aprendizaje fueron el QSI más frecuente (42,6%), seguidas por problemas de comportamiento como hiperactividad/impulsividad (41%) y comportamientos desafiantes/de oposición (39,3%). Las conductas restringidas/repetitivas y la inflexibilidad diferenciaron a los sujetos con Trastorno del Espectro Autista de aquellos con Trastorno por Déficit de Atención/Hiperactividad o Trastorno del Desarrollo Intelectual. Estos resultados sugieren que los padres perciben más fácilmente los síntomas externalizantes, lo que resalta la necesidad de intervenciones conductuales y psicoeducación sobre los síntomas internalizantes.