Este artigo analisa a epistemologia implícita nos escritos de Paulo, com foco em Romanos 1,18-23, e sua relevância para a teologia contemporânea. Partindo de uma exegese detalhada do texto, argumenta que Paulo não critica a racionalidade humana, mas sim a prática da injustiça que impede o reconhecimento de Deus. A pesquisa também estabelece um diálogo entre a epistemologia paulina e os modelos teológicos latino-americanos, como a Teologia da Libertação, propondo que os escritos bíblicos podem contribuir significativamente para a construção de epistemologias teológicas contextualizadas e libertadoras. A conclusão destaca afinidades entre a prática paulina e modelos contemporâneos, sem propor relações de fundamentação dogmática, mas sim de inspiração mútua.
This article examines the implicit epistemology in Paul’s writings, focusing on Romans 1:18-23, and its relevance to contemporary theology. Through a detailed exegesis of the text, it argues that Paul does not critique human rationality but addresses the practice of injustice that hinders the acknowledgment of God. The research also engages in a dialogue between Pauline epistemology and Latin American theological models, such as Liberation Theology, suggesting that biblical writings can significantly contribute to the development of contextual and liberating theological epistemologies. The conclusion highlights affinities between Pauline practice and contemporary models, fostering mutual inspiration rather than dogmatic foundations.