EDUCAÇÃO INFANTIL E AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS: UM OLHAR PARA A EXPRESSÃO PLENA DA INFÂNCIA

Edição de Março 2026

Endereço:
Rua João Burjakian - Lauzane Paulista
São Paulo / SP
02442-150
Site: http://www.revistaterritorios.com.br
Telefone: (11) 9952-1344
ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 30/03/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

EDUCAÇÃO INFANTIL E AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS: UM OLHAR PARA A EXPRESSÃO PLENA DA INFÂNCIA

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 3
Autores: FABIANA APARECIDA DE MORAES
Autor Correspondente: FABIANA APARECIDA DE MORAES | [email protected]

Palavras-chave: Educação Infantil; Múltiplas Linguagens; Desenvolvimento Integral; Expressão Infantil; Currículo.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, deve garantir às crianças experiências significativas que promovam o desenvolvimento integral em seus aspectos físico, emocional, social, cognitivo e cultural. Nesse contexto, as múltiplas linguagens assumem papel central como formas legítimas de expressão, comunicação e construção de sentidos no cotidiano educativo. O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a importância das múltiplas linguagens na Educação Infantil, compreendendo-as como direito da criança e eixo estruturante do currículo, conforme estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e na Base Nacional Comum Curricular. Fundamentado em autores como Vygotsky, Wallon, Barbosa e Kishimoto, discute-se a concepção da criança como sujeito ativo, competente e produtor de cultura, cuja aprendizagem ocorre nas interações e brincadeiras. Abordam-se também os desafios enfrentados pelos educadores na valorização e escuta das diversas formas de linguagem — oral, corporal, plástica, musical, digital e simbólica — e a importância de uma prática pedagógica que reconheça e promova essas expressões. Ao considerar as múltiplas linguagens como caminhos para a participação, a autoria e a emancipação das crianças, defende-se uma abordagem educativa sensível, dialógica e democrática. Conclui-se que é urgente investir em propostas curriculares que contemplem a pluralidade da infância, promovendo uma educação que respeite as especificidades infantis e assegure o direito de aprender de forma plena e significativa.