O presente artigo realiza um estudo crítico dos obstáculos para implementar o uso da afetividade como prática pedagógica na Educação Infantil. Fundamentado em revisão bibliográfica sistematizada, o estudo sugere diretrizes metodológicas qualitativas para estudos que investigarão mais a fundo essas questões. Reflete as diferenças que problematizam a distância entre o discurso normativo (como expresso pela BNCC), as condições concretas do trabalho docente e a cultura organizacional que limitam a construção de vínculos afetivos. Discute fatores contextuais como — precarização do trabalho, turmas numerosas, burocratização excessiva e falta de formação continuada — e suas implicações para o desenvolvimento socioemocional das crianças. Também apresenta ainda estratégias pedagógicas de baixo custo, recomendações para políticas públicas e propostas formativas com vistas a fortalecer práticas afetivas na escola. Concluindo que a afetividade deve ser entendida como eixo ético-político da ação docente e que sua institucionalização requer mudanças estruturais.