“Ouve, meu povo, deixa-me falar” (Sl 50,7)

Pesquisas em Teologia

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ISSN: 2595-9409
Editor Chefe: Prof. Dr. Abimar Oliveira de Moraes
Início Publicação: 05/12/2018
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Teologia

“Ouve, meu povo, deixa-me falar” (Sl 50,7)

Ano: 2020 | Volume: 3 | Número: 6
Autores: Tarlei Navarro
Autor Correspondente: T. Navarro | [email protected]

Palavras-chave: Amor, Cristianismo, Paz, Testemunho, Violência

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo apresenta uma breve análise teológica sobre a violência e a paz e propõe refletir sobre o incentivo da violência tão propagado em nossos dias, tanto por educadores, empresários, religiosos como por políticos, militares e tantas outras lideranças de quem se esperava um estímulo pela paz, em favor da vida. Vale a pena observar a questão por diversos ângulos e perceber o quanto as Sagradas Escrituras promovem o amor, a paz e a vida e nos impulsionam no anúncio da boa notícia. Importante ressaltar que essa paz não é ausência de batalhas, conflitos, dificuldades, problemas, mas esta paz é a plenitude do Shalom de Deus em meio a tanta agressividade promovida pela cultura de morte. Não podemos nos render diante da forte pressão produzida por esta mentalidade que cresce assustadoramente, que relativiza a vida, que é dom precioso do amor de Deus, e que descarta o próximo em nome de interesses pessoais. A luta pela paz, além de ser um esforço determinante para as relações humanas, para nós cristãos, trata-se de zelar pelo essencial: a imago Dei no ser humano. Violência não, pois só o Amor de Jesus nos basta.



Resumo Inglês:

This article presents a brief theological analysis on violence and peace, and  proposes  to  reflect  the  encouragement  of  violence  so  widespread  today, both by  educators,  businessmen,  religious,  politicians,  military, and  so  many other leaders, from whom a stimulus was expected for peace, in favor of life. It is  worthwhile  to  see  from  other  angles,  and  to  see  how  the  Holy  Scripturespromote love, peace, and life and propel us in announcing the good news. It is important to emphasize that this peace is not the absence of battles, conflicts, difficulties, problems, but this peace is the fullness of the Shalom of God in the midst of so much aggressiveness promoted by the culture of death. We cannot surrender  in  the  face  of  the  strong  pressure  produced  by  this  ment ality  that grows frighteningly, that relativizes life, which is a precious gift of God’s love, and  that  discards  others  in  the  name  of  personal  interests.  The  struggle  for peace,  in  addition  to  being  a  decisive  effort  for  human  relations,  for  us Christians, is  about taking care  of the  essential: the imago Dei in the  human being. No violence, because only the Love of Jesus is enough for us.