Ações de cunho humanitário fazem parte da natureza do ser humano.
Para o desenvolvimento dessas ações, surge a figura do
terceiro setor, a qual compreende as entidades de interesse social,
levando o auxílio necessário até onde o Estado não consegue desempenhar
seu papel. As entidades sem fins lucrativos, de igual forma
que as com fins lucrativos, precisam ter um controle gerencial de seus
custos, a fim de gerar informações para os mais diversos interessados
(gestores, comunidade, etc.), culminando na melhoria da prestação de
contas dessas entidades. Nesse contexto estão as entidades filantrópicas,
que visam o bem-estar da comunidade e que devido a sua relevância
recebem o reconhecimento do poder público, que lhes concede alguns
benefícios tributários como incentivo. O principal incentivo na área da
filantropia é a imunidade tributária para suas atividades operacionais, já
que, para gozar dessa isenção, essas entidades necessitam manter contabilidade
formal de acordo com as normas e princípios contábeis e o
Código Tributário Nacional. Para tanto, este estudo tem por objetivo
explorar a situação contábil atual com ênfase na gestão de custos de
uma entidade filantrópica, a qual foi explorada através de um estudo
de caso de caráter qualitativo, em que os dados foram coletados através
de entrevista com o gestor e pesquisa documental. Concluiu-se que a
entidade estudada possui contabilidade formal, porém não faz uso da
metodologia de gestão de seus custos. De posse dessas informações, foi
proposto que a entidade elabore um modelo de plano de contas para
o registro contábil e a gestão de seus custos operacionais e não operacionais
de forma segregada entre as dez oficinas (de atendimento
pedagógico, artesanato, cerâmica, comunicação e informática, hortigranjeiros,
marcenaria, música, tecidos, padaria e o projeto Adolescente
Trabalhador – Banco do Brasil).