Novos registros da Esponja-de-águadoce Oncosclera jewelli (Volkmer, 1963): Subsídios para a conservação do Rio Camisas, Rio Grande do Sul, Brasil

Revista Eletrônica Científica da UERGS

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ISSN: 24480479
Editor Chefe: Erli Schneider Costa
Início Publicação: 30/11/2015
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Novos registros da Esponja-de-águadoce Oncosclera jewelli (Volkmer, 1963): Subsídios para a conservação do Rio Camisas, Rio Grande do Sul, Brasil

Ano: 2017 | Volume: 3 | Número: 2
Autores: Rodrigo Cambará PRINTES, Clódis de Oliveira ANDRADES-FILHO, Aline Scheid STOFFEL, Júlio César da Silva STELMACH, Maria da Conceição TAVARES-FRIGO
Autor Correspondente: R.C. Printes | rodrigo.printes@icmbio.gov.br

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Em 150 milhões de anos, esponjas se adaptaram a diferentes ni-chos, incluindo águas continentais. Sua ocorrência no Rio Grande do Sul é conhecida desde 1960. Entretanto, há poucos registros e dados de distribuição são necessários, pois as esponjas são sensí-veis aos impactos antrópicos. Foram realizadas 12 expedições com o objetivo de registrar novas ocorrências de Oncosclera jewelli no nordeste do Rio Grande do Sul, Brasil. Áreas de potencial ocorrência foram selecionadas por sensoriamento remoto no rio Camisas, bacia do Taquari-Antas. As espécies foram identificadas nos locais, quando possível, ou coletadas para confirmação no laboratório de Porífera da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Registros foram feitos através de fotografias, coordenadas geográficas e so-brepostos a mapas de cobertura do solo. Foram percorridos 13 qui-lômetros contínuos do rio, resultando 82 registros inéditos de O. jewelli. O diâmetro das esponjas apresentou correlação negativa com a profundidade (n = 82; r= - 0,3028; DF=80; t=2,8419; p=0,005), provavelmente devido à dificuldade de penetração de luz e associação com zooclorelas. Houve mais registros na margem esquerda do rio (n=68) do que na direita (n=14), devido a sua orien-tação e sombreamento. Regiões com esponjas foram cobertas por campos, seguidas por florestas nativas e plantios de Pinus taeda. Tais padrões de cobertura do solo são representativos daqueles encontrados na bacia do Rio Camisas (R= 0,8214; gl=1; p=0,005; t=4,79). Os potenciais impactos observados foram: lavouras e plan-tios de P. taeda nas margens do rio e descartes de restos de bovinos.

Resumo Inglês:

In 150 million years, sponges have adapted to different niches, in-cluding continental waters. Its occurrence in Rio Grande do Sul has been known since 1960. However, there are few records and there is a need to update the surveys. Distribution data are necessary be-cause sponges are sensitive to human impacts. We carried out 12 expeditions with the objective of registering new occurrences of On-cosclera jewelli in the northeast of Rio Grande do Sul, Brazil. Areas of potential occurrence were selected by remote sensing in the Cam-isas River, at Taquari-Antas basin. Species were identified at the sites, where possible, or collected for confirmation at the Laboratório de Porifera da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Rec-ords were made through photographs, geographic coordinates and overlapping land cover maps. We have traveled 13 kilometers in the river, resulting in 82 unpublished records of Oncosclera jewelli.The diameter of the sponges presented a negative correlation with the depth (n = 82; r= - 0,3028; DF=80; t=2,8419; p=0,005), probably due to the difficulty of light penetration and association with zoochlorella. There were more records on the left bank of the river (n = 68) than on the right (n = 14) due to its orientation and shading. Regions with sponges are covered by fields, followed by native forests and planta-tions of Pinus taeda. These soil cover patterns are representative of those found in the basin (R = 0.8214; gl = 1; p = 0.005; t = 4.79). The potential impacts observed were: agriculture and P. taeda planta-tions on the banks and discards of bovine remains in the river.